Hoje, sábado, 22 de julho de 2017

REFLEXÕES > POBRE DO AMOR QUE NÃO SABE AMAR

POBRE DO AMOR QUE NÂO SABE AMAR...Posso amar alguém com intensidade por 2 anos e não amar alguém com quem convivo por 10 anos com intensidade. Qual amor é o melhor?




 

Uma pessoa me disse que se sentia profundamente infeliz, porque nunca havia conseguido amar direito... Perguntei o motivo, e ela respondeu:

- Bem, poderia ter amado mais meus pais enquanto estavam vivos, e o amor que dou aos meus filhos ainda é muito pequeno; Além disso, disse ela, meus relacionamentos afetivos nunca duraram muito...e isto me leva a pensar que o problema sou eu...que não sei amar!

Esta pessoa já se sente incapacitada, pois as “mensagens” ou informações que recebemos a nossa volta são de padrões do amor eterno e duradouro que conta o tempo e não a qualidade do afeto oferecido.

Gosto do poema de Vinicius de Moraes que diz: Que seja eterno, (o amor) ...enquanto dure.

Acontece que a maioria de nós se refere por estes padrões “eternos”, e francamente...Na minha opinião, somente Deus sabe o que é de fato eterno. Nós jamais saberemos.

Perguntei a esta pessoa, quanto tempo havia durado o casamento dela...ela me disse, 8 anos!

Perguntei também se ela já havia amado outras vezes depois disto...ela disse...muitas vezes...antes e depois disto.

- E porque você diz que não sabe amar...  Porque não durou o tempo imaginado? ...eu perguntei...e ela não soube responder.

 

Sim, estamos acostumados a padronizar as relações pelo “tempo” em que duram, e não pela sua intensidade. Isto falando de relacionamentos afetivos.

Além de que vivemos com uma eterna sensação de que poderíamos ter “amado melhor”...nossos pais...nossos filhos...nossos amigos, enfim...colocamos sobre nós um débito que não deveria existir, desde que entendamos que o amor, seja pelo tempo que durar, se é oferecido na intensidade de nossas possibilidades, e com toda verdade, é suficiente para ser contabilizado como amor, e com a qualidade daquilo que estava ao nosso alcance oferecer.

A qualidade do amor, sempre deve ser aferida pela verdade com a qual se ama, e nunca pelo tempo de duração desse convívio de afeto, seja entre um casal, entre pais e filhos ou entre amigos.

Posso amar alguém com intensidade por 2 anos e não amar alguém com quem convivo por 10 anos com intensidade.

Qual amor é o melhor?

Com certeza o que acontece regado pela verdade do meu coração! ... E isto não cabe no tempo.

Que o amor não seja pobre, mesmo que no tempo seja breve.

Quem assim ama, será aperfeiçoado no amor, pois aprende a amar à luz da verdade.



Ana D´Araújo

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Ana D´Araújo

Psicoterapia | Ana D´Araújo 2011
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